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PM reúne mais de 150 líderes de conselhos de segurança para discutir sobre Polícia Comunitária

Alecy Alves | Secom-MT

Mais de 150 lideranças participaram do encontro com o comandante geral e comandantes regionais - Foto por: Sd Elias/PMMT
Mais de 150 lideranças participaram do encontro com o comandante geral e comandantes regionais
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No ‘Encontro Estadual com Lideranças Comunitárias’, realizado na noite de ontem(05), em Cuiabá, o comandante Geral da Polícia Militar coronel Jonildo José de Assis, fez um balanço das atividades da PM em 2019 destacando a redução dos índices criminais no Estado, em especial homicídios (8,1%), roubos(25%) e furtos(10%) em relação a 2018.

Assis relembrou os desafios financeiros enfrentados pelo Governo do Estado em 2019 em todos os setores, incluindo a Segurança Pública. Sobre os planos de 2020, o comandante disse aos mais de 150 representantes de Conselhos Comunitários de Segurança que uma das prioridades é fortalecer o policiamento comunitário, atuar ainda mais próximo da população. “Essa aproximação é fundamental à segurança pública”, completou.

Conforme o coronel Assis, a PM vai ampliar o número de municípios com a Patrulha Maria da Penha e institucionalizar os projetos comunitários de vigilância desenvolvidos informalmente em bairros, como o ‘Sentinela’, ‘Vizinhança Segura’ e o ‘Guardião’.  

Ele também citou o processo de modernização do sistema de rádio da PM, a instalação de uma Companhia Independente de Polícia Militar na área central de Cuiabá, de uma Companhia Especializada de Comando de Ação Rápida(CAR) de moto-patrulhamento, entre outras melhorias e ações estratégicos.

Assis conclamou as lideranças comunitárias a continuarem apoiando e atuando em conjunto com a Polícia Militar. Disse que o Comando Geral e todas as unidades da PM nos 141 municípios estão de portas abertas para receber as lideranças, ouvir as demandas e buscar solução.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Emirella Pérpetua de Souza Martins fez um balanço das ações da PM dentro da política de Polícia Comunitária. Em 2019, de acordo com os dados apresentados, PM fez, entre outras ações, 24.395 visitas comunitárias e 2.145 visitas solidárias.

A primeira modalidade de interação com a comunidade é uma forma de conhecer, fortalecer laços, buscar informações ou definir uma ação. Já a visita solidária tem a finalidade de levar informações e orientar vítimas de crimes. Um morador ou comerciante vítima de roubo, por exemplo, como forma de prevenir que a situação se repita.

De acordo com a tenente-coronel Emirella, a PM mantém 8 projetos de monitoramento, atendimento e orientação a mulheres vítimas de violência doméstica, cinco são nos moldes da ‘Patrulha Maria da Penha’, ou seja, realizados em parceria com órgãos como Ministério Público, Judiciário, Defensoria, Polícia Civil, entre outros, e três de iniciativa da própria PM e seus comandantes regionais.

O subchefe de Estado Maior da PM, coronel Wankley Rodrigues, disse que a PM já está trabalhando para o fortalecimento dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública. Conforme Rodrigues, diversos projetos de segurança estão sendo desenvolvidos em parceria com os Consegs.

No caso específico da violência contra a mulher, Rodrigues destacou que o atendimento das ocorrências e chamaas das vítimas são prioridade em todas as unidades da PM. “Nossos policiais estão orientados e as viaturas empenhadas nessas ocorrências”, reforçou.

Sebastião Alvarenga e Jaime Gonçalves de Araújo, membros do Conselho de Segurança da região da Vila Salmem, em Rondonópolis(212 km de Cuiabá), disseram que estão otimistas em relação à Segurança Pública em Mato Grosso.

No caso específico da região onde moram e atuam como conselheiros, eles garantem que a comunidade é ouvida e trabalha em parceria com a Polícia Militar. “Nos, e toda a sociedade, precisamos estar do lado da PM, de todas as forças de segurança”, enfatizou Alvarenga.

Além das mais de 150 lideranças e comandante regionais de unidades da PMMT, o encontro também reuniu representantes de outros órgãos, como a promotora de Justiça Elizamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Núcleo de Violência Doméstica do Ministério Público, e a professora Jacy Proença, coordenadora o Núcleo da Mulher na Assembleia Legislativa.