Pular para o conteúdo
Voltar

Sistema Penitenciário promove Live com público das alas de diversidade

Objetivo foi falar sobre a importância desta data, que é um marco na luta pelos direitos humanos, cidadania e respeito à identidade de gênero
Juliano Patrick | Sesp-MT

Bandeiras LGBT - Foto por: Gabriel Aguiar / Sesp-MT
Bandeiras LGBT
A | A

As Penitenciárias de Água Boa, Rondonópolis, Sinop e o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) reuniram a população LGBTQIA+, que está custodiada no Sistema Penitenciário de Mato Grosso, por meio de uma Live, na tarde de sexta-feira (29.01).

A iniciativa foi viabilizada pela Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em parceria com a Rede de Atenção ao Egresso do Sistema Prisional (RAESP), e faz parte do Dia Nacional da Visibilidade Trans.

O objetivo foi falar sobre a importância desta data, que é um marco na luta pelos direitos humanos, cidadania e respeito à identidade de gênero. “Além de transmitir a importância que essas pessoas têm, o evento online propiciou um momento de escuta, com a exposição de demandas”, ressaltou a superintendente de Política Penitenciária da Sesp-MT, Michelli Dias Egues.

De acordo com o secretário do Grupo Especial de Combate à Homofobia (GECCH) da Sesp-MT, tenente-coronel PM Ricardo Bueno, que mediou a Live, iniciativas como esta são essenciais. “É uma oportunidade de as autoridades, junto com a sociedade civil, discutirem as demandas, quais são as vulnerabilidades que essas pessoas passam”, afirmou.

Dê Silva, que é pedagoga e militante das pautas e causas LGBTQIA+ e dos direitos humanos e mulher trans, enfatizou a importância desta discussão. “É preciso que tenham debates nas escolas, pois é nesta fase que tudo começa”.

A pedagoga ainda afirmou que as alas para os transexuais nas Penitenciárias são um avanço e uma forma de visibilidade. “Hoje já temos dado passos, mesmo que curtos. Ter essas alas para pessoas trans já é uma forma de evidência e respeito a essa população”, concluiu.

A palestra ainda contou com as presenças do Juiz de Direito, Geraldo Fidélis, a diretora da Rede Nacional Positiva de mato grosso (RNP), Francisca Batista de Souza, e o defensor público criminal de Alta Floresta, Vinícius Ferrarin.

Reconhecimento da pauta trans

A data de 29 de janeiro foi escolhida como o Dia da Visibilidade Trans depois que, em 2004, na cidade de Brasília (DF), representantes da população trans fizeram uma campanha nacional promovendo a cidadania e o respeito. “Travesti e Respeito” foi o primeiro grande ato de repercussão pelo Brasil, organizado por pessoas trans. 

“O dia teve diversas ações e manifestações a níveis nacional, estadual, municipal para, justamente, debater as questões atinentes aos cidadãos e cidadãs transexuais”, finalizou o secretário do GECCH. (Sob supervisão da jornalista Nara Assis)