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Governador participa de troca de comando do Bope e entrega novos fuzis à snipers da PM

A solenidade militar foi presidida pelo governador Mauro Mendes e pelo comandante-geral da PMMT coronel Jonildo José de Assis
Greyce Lima | PMMT

- Foto por: Christiano Antonucci/Secom-MT
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O governador Mauro Mendes participou da solenidade de troca de comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e entregou cinco novos fuzis de precisão para a unidade especializada da Polícia Militar, na noite de quinta-feira (07.10), em Cuiabá. 

Os novos fuzis calibre 308 Winchester são considerados o terceiro melhor do mundo, em se tratando de fuzil de precisão. O armamento será utilizado por policiais ‘snipers’ do Bope, o que permitirá à tropa uma atuação ainda mais segura nas operações de altíssimo risco.

Durante a entrega dos fuzis, o governador Mauro Mendes visitou o stand de tiro do batalhão e testou o armamento. O governador ressaltou que a aquisição da arma de fogo de ponta, torna a PM de Mato Grosso, a pioneira no Brasil a contar com fuzis da marca Surgeon Rifles. “Hoje estamos entregando o melhor armamento para melhor polícia. Sabemos do grande trabalho desempenhado pela PMMT no combate à criminalidade e do nível técnico dos nossos policiais, principalmente da tropa desta importante unidade, que é o Bope. O Governo está procurando investir em tecnologia para produzir uma segurança mais efetiva para o cidadão em qualquer canto de Mato Grosso e ainda estamos preparando mais investimentos na segurança pública”, revela o governador. 

O comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, explica que antes a PM utilizava fuzis fabricados em meados dos anos 70, ou seja, de 50 anos atrás. “Esse armamento que o governador nos entrega é o melhor. Os fuzis que tínhamos são antigos, doados ainda pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em 2015. Agora, a Polícia Militar de Mato Grosso é a primeira instituição a contar com este importante e moderno armamento utilizado por policiais de elite em ocorrências de alta complexidade”, explica o comandante. 

Após a entrega das novas armas, o coronel Assis ministrou o ato solene de troca de comandante do Bope. Coronel Ronaldo Roque ficou à frente do Bope por quatro anos e dois meses. Recentemente, o comandante da tropa de elite da PM, liderou uma das mais longas e complexas operações da Polícia Militar que foi a ‘Operação Nova Bandeirantes’, ação de combate ao roubo a banco, com de buscas ininterruptas de 58 dias, na região do município de Nova Bandeirantes. 

Em suas palavras de despedida, coronel Ronaldo Roque agradeceu o governador pelos importantes investimentos e o apoio do Comando Geral da PM. “Com 14 anos trabalhando nesta unidade e quatro anos comandando o Bope, me atrevo a dizer que a história desta unidade agrega uma considerável e importante parte da minha vida profissional. Durante minha jornada aqui, presenciei importantes avanços nas operações policiais especiais, hoje levo na bagagem muitos amigos e experiências profissionais que enriquecem ainda mais, o fechamento deste importante ciclo na Polícia Militar”, encerrou o coronel. 

O novo comandante do Bope, tenente-coronel Fabiano Pessoa, de 40 anos, ingressou na PM no ano de 2000.  O militar é formado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Ciências Sociais também pela UFMT. Fabiano possui especialização em assalto tático e resgate de reféns pela Polícia Militar do Pará, concluiu o curso de profissional técnico em explosivos na Polícia Nacional da Colômbia e é técnico explosivista policial pela PM do Distrito Federal, dentre outras especialidades. 

Experiente, o tenente-coronel Fabiano Pessoa, o ‘caveira 09’, já foi subcomandante do Bope, comandante do Esquadrão de Bombas, chefe da Divisão de Ensino da Academia Costa Verde e atualmente ocupava o cargo de Superintendente de Apoio Logístico e Patrimônio da PM( Salp).

O Bope conta atualmente com 118 policiais divididos em especificidades de emprego na unidade. A unidade é integrada ao Comando Especializado (Cesp) e atua em ocorrências de maior complexidade e potencial ofensivo, como roubo a banco, tráfico de drogas, assalto com refém, além das ações criminosas envolvendo o uso de artefato explosivo.