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Parceria do Governo com empresa de reciclagem oportuniza reinserção de reeducandos no mercado de trabalho

Atualmente, seis reecuperandos fazem parte do Programa de Intermediação de Mão de Obra Remunerada de Recuperandos
Wellyngton Souza | Sesp-MT

Funac
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Reeducandos do Sistema Penitenciário de Mato Grosso encontraram uma nova oportunidade para reinserção no mercado de trabalho. Seis recuperandos do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas começaram a trabalhar na empresa Reciclagem Várzea Grande por meio do Programa de Intermediação de Mão de Obra Remunerada de Recuperandos.

A iniciativa faz parte de uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Fundação Nova Chance (Funac), vinculada à pasta. O governador Mauro Mendes elogiou a iniciativa da inclusão do programa e afirmou que a logística do Estado é de facilitar a vida das empresas e dos empreendedores, gerando assim maiores oportunidades de emprego e renda.

“Eu fico muito orgulhoso de ver iniciativas como essa. Esse é um papel importante e que as empresas podem contribuir. Criamos vários mecanismos para estimular e criar um ambiente de negócio em Mato Grosso que estimule o investimento e respeite o empreendedor. Eu fico muito feliz de ver uma empresa que contribui ambientalmente, socialmente e economicamente com o Estado para geração de emprego”, declarou o governador.  

O secretário da Sesp, Alexandre Bustamante, afirma que essa é uma oportunidade de reinserção dos reeducandos às novas oportunidades. “O governador Mauro Mendes deu uma dinâmica muito grande à Sesp junto a Fundação Nova Chance e a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap), que busca ressocializar o máximo de recuperandos possíveis para que eles tenham cidadania, tenham condição de voltar à sociedade com mais dignidade. A Reciclagem Várzea Grande vem servindo de exemplo e mostrando que tem capacidade e condições de abrigar reeducandos da unidade”, afirmou Bustamante.

De acordo com o secretário, a expectativa é ampliar o número de convênios do Estado com demais empresas para contratação de mão de obra de pessoas privadas de liberdade. “Sem dúvida nenhuma, nossa ideia é trazer mais para o lado da indústria esse papel da ressocialização. Hoje temos uma parceria muito grande com os municípios, especialmente na área de limpeza, construção civil, e queremos trazer para área da indústria que cada vez abriga mais espaço”, ressaltou.

O diretor da empresa Reciclagem Várzea Grande, Fernando Santana, ressalta que essa parceria com o governo estadual surgiu em novembro do último ano e que a intenção é ampliar o número para 20 contratações.

“Tivemos resultados extremamente favoráveis, com o pessoal comprometido e empenhado em fazer um bom trabalho. Nós acreditamos que essa é uma oportunidade de dar maiores condições, qualificação e oportunizar para o mercado de trabalho quando saírem da privação de liberdade”, disse.

Contratação de mão de obra

O diretor da unidade prisional, Alex Rondon, explica que o trabalho na fábrica envolve a produção de matéria-prima para sabão e ração animal. Os internos desenvolvem atividades como operador de máquina, soldador e serviços gerais.

Ele ainda ressalta que os reeducandos são remunerados com até um salário mínimo e a cada três dias trabalhados é reduzido um dia de pena. Eles trabalham diariamente na fábrica instalada anexo a unidade e cumprem horário das 8h às 17h, respeitando o intervalo para almoço.

"Os contratos são todos feitos dentro do que prevê a legislação trabalhista. Além disso, para participar do trabalho laboral é necessário que o recuperando tenha cumprido 1/6 da pena e tenha bom comportamento dentro da unidade", apontou.

O presidente da Funac, Emanoel Flores, reforça que mais de 20 empresas já fecharam parceria com o Estado para contratação de mão de obra. “Os reeducandos são contratados como qualquer outro funcionário da empresa, sem distinção de uniforme, de local de almoço e com todos os direitos garantidos”.

“A fundação é responsável por toda a ressocialização, entre elas, a intermediação de mão de obra, sendo em regime fechado ou semiaberto. Hoje temos em média 800 reeducandos em Mato Grosso trabalhando em diversas áreas”, finalizou o presidente da Funac.