12/06/2019 - 17:56

CENTRO DE RESSO
Curso de qualificação profissional é desenvolvido com reeducandos da ala Arco-íris
Consultora Astrid Bodstein aborda temas como postura profissional, marketing pessoal e profissional, boas maneiras, ética e comunicação
Raquel Teixeira | Sesp-MT

Reeducandos da ala Arco-íris, do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) começaram nesta semana um curso de capacitação em qualificação profissional. Ministrado pela professora e consultora Astrid Beatriz Bodstein, o curso totalizará dez horas em cinco dias e dele participam 15 reeducandos que estão na ala LGBT, da unidade prisional.

O curso aborda temas como postura profissional, marketing pessoal e profissional, boas maneiras, ética e comunicação. A consultora explica que a ideia é transmitir conhecimento para que, ao conquistar a liberdade, a pessoa tenha condições de buscar uma oportunidade de trabalho.

A capacitação é realizada em uma sala de aula na unidade prisional e teve a primeira aula na segunda-feira (10), com a participação do professor Daniel de Jesus, da Universidade Federal de Mato Grosso, do coordenador do Grupo Especial de Combate a Crimes de Homofobia, major Ricardo Bueno, da Secretaria de Segurança Pública.  

ALA LGBT

Mato Grosso foi pioneiro no país a criar um espaço destinado à população LGBT privada de liberdade, com a implantação da Arco-íris em 2012 no Centro de Ressocialização de Cuiabá. A ala abriga atualmente 26 presos entre transexuais, gays e travestis. Os reeducandos participam de diversas atividades internas de ressocialização desenvolvidas na unidade, como organização da biblioteca, artesanato, jardinagem, confeitaria, entre outros, e alguns trabalham em serviços extramuros, com autorização da justiça.

O sistema penitenciário estadual tem atualmente dois espaços em unidades prisionais destinados ao público LGBT. A ala Aquarela, na penitenciária regional Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis, foi aberta em março de 2018 e tem 15 presos atualmente. Esses espaços seguem os parâmetros de acolhimento e atendimento à população LGBT no Sistema Prisional de Mato Grosso, conforme estabelece a Instrução Normativa 001/2017.

A transferência da pessoa privada de liberdade para o local de convivência específico é condicionada à sua expressa manifestação. Outro ponto assegurado na Instrução Normativa é a utilização do nome social, conforme a identidade de gênero. Os documentos de registro da pessoa privada de liberdade terão campos para preenchimento do nome social de transexuais e travestis.

 

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